Ruan Azzi


EDUCAÇÃO INCLUSIVA: Aplicativo auxilia o diagnóstico do TDAH e facilita método de ensino

Posted on 1 de maio de 2018

EDUCAÇÃO INCLUSIVA: Aplicativo auxilia o diagnóstico do TDAH e facilita método de ensino

  • Fonte: Da redação / Texto: Aurimar Lima
  • Publicada em 10/05/2018 às 13:56

 

Cleiton fala que o aplicativo substitui os formulários utilizado por profissionais da educação, psicólogos e orientadores, que ministram para diagnosticar o TDAH

Para estudantes com Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) o ambiente escolar pode se tornar um vilão. Segundo alguns psicólogos a atenção em detalhes como organização, cor, iluminação, inclusive se a sala é isolada ou se tem somente alunos específicos, do acolhimento ao atendimento, é necessário uma atenção para que se alcance o objetivo do ensino e aprendizagem.

A desatenção e a falta de autocontrole se intensificam em sala de aula, dificultando a percepção seletiva de estímulos relevantes, a organização e a execução adequada das tarefas.

No Brasil, 4,4% das crianças e adolescentes com idade entre 4 a 18 anos, sofrem de Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), aponta estudo realizado no ano de 2017 pelo Instituto Glia com 5.961 jovens de 18 Estados do País. Entre as crianças com TDAH, 58,4% não tinham o diagnóstico e só 13,3% tomavam medicação adequada. Por outro lado, 6,1% haviam sido erroneamente diagnosticados e 1,6% tomavam remédio sem precisar.

Neste contexto o professor do Instituto Estadual Carmela Dutra, em Porto Velho, e especialista em novas tecnologias Cleiton Araújo, começou um grupo de estudo com alunos para criar um aplicativo que auxiliasse no diagnóstico do transtorno. Dois alunos que participaram o ano passado (2017) da Feira de Rondônia Científica de Inovação e Tecnologia (Ferocit), Aldo Lery e Robert Willian, um desses portador de TDH, foram autores da ideia, mas por serem alunos do último ano do ensino médio, cederam o trabalho para o aluno do 1 ano do ensino medio, Ruan Monteiro Azzi, sob orientação do professor.

O projeto de iniciação a pesquisa científica sob orientação do professor Cleiton, ajuda na conscientização dos alunos com TDAH do tipo de prejuízo que o comportamento impulsivo pode trazer tanto para ele quanto para o grupo, além de ser necessário para instrumentalização e desenvolvimento de ações por parte dos profissionais da educação. A conscientização de ambos ajuda a criar um ambiente acolhedor e propicio para o ensino-aprendizagem com foco na educação inclusiva.

TDAHMENTE.COM

Cleiton Araújo fala que o aplicativo vem para substituir os formulários utilizado por profissionais da educação, psicólogos e orientadores, que ministram para diagnosticar o TDAH. O coordenador do projeto, após pesquisas, acredita que o método utilizado atualmente nas escolas da rede está ultrapassado e que não tem acompanhado a modernidade cientifica.

A ferramenta tecnológica pode ser usada no sistema android e já está disponível na loja virtual PlayStore com o nome TDAH MENTE; também está disponível no endereço eletrônico: http://tdahmente.com/. A metodologia usada foi baseada em pesquisas respaldas pelo Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM) 4 e 5, trata-se de um diagnostico preliminar para auxiliar a comunidade escolar, mas que deve ter acompanhamento do profissional médico.

Depois das pesquisas e construção do aplicativo, a ferramenta foi disponibilizada na rede de internet para passar pelo processo de avaliação e aperfeiçoamento. Os autores inscreveram na Feira de Rondônia Científica de Inovação e Tecnologia (Ferocit) deste ano, e será inscrito em feiras e congressos para promover o uso e debate em torno da sua funcionalidade.

O professor orientador, trabalha na escola Carmela Dutra, participou de outras feiras com desenvolvimento do aplicativo educacional ‘Aluno Digital’, criado para ajudar alunos interessados em participar do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). A equipe coordenada pelo professor alcançou o ano passado o segundo lugar na Ferocit e garantiu vaga na Mostra Internacional de Tecnologia (Mostratec), que aconteceu em Novo Hamburgo (RS), mas dessa vez os autores acreditam que com esse aplicativo devem se consagrar campeões nas principais feiras de ciências do país, quando pretendem representar Rondônia.