Ruan Azzi


DIAGNÓSTICO-ADULTOS

15 de janeiro de 2019 in Tratamento

Adultos

O questionário abaixo é denominado ASRS-18 e foi desenvolvido por pesquisadores em colaboração com a Organização Mundial de Saúde. Esta é a versão validada no Brasil.

A referência é: Mattos P, Segenreich D, Saboya E, Louzã M, Dias G, Romano M. Adaptação Transcultural para o Português da Escala Adult Self-Report Scale (ASRS-18, versão1.1) para avaliação de sintomas do Transtorno de Déficit de Atenção / Hiperatividade (TDAH) em adultos. Revista Brasileira de Psiquiatria (in press).

IMPORTANTE:

ESTE QUESTIONÁRIO É APENAS UM PONTO DE PARTIDA PARA LEVANTAMENTO DE ALGUNS POSSÍVEIS SINTOMAS PRIMÁRIOS DO TDAH.

O DIAGNÓSTICO CORRETO E PRECISO DO TDAH SÓ PODE SER FEITO ATRAVÉS DE UMA LONGA ANAMNESE (ENTREVISTA) COM UM PROFISSIONAL MÉDICO ESPECIALIZADO (PSIQUIATRA, NEUROLOGISTA, NEUROPEDIATRA).

MUITOS DOS SINTOMAS ABAIXO RELACIONADOS PODEM ESTAR ASSOCIADOS A OUTRAS COMORBIDADES CORRELATAS AO TDAH E OUTRAS CONDIÇÕES CLÍNICAS E PSICOLÓGICAS.

LEMBRE-SE SEMPRE QUE QUALQUER DIAGNÓSTICO SÓ PODE SER FORNECIDO POR UM PROFISSIONAL MÉDICO.

Por favor, responda as perguntas abaixo se avaliando de acordo com os critérios do lado direito da página. Após responder cada uma das perguntas, circule o número que corresponde a como você se sentiu e se comportou nos últimos seis meses.

Parte A
1. Com que freqüência você comete erros por falta de atenção quando tem de trabalhar num projeto chato ou difícil?
2. Com que freqüência você tem dificuldade para manter a atenção quando está fazendo um trabalho chato ou repetitivo?
3. Com que freqüência você tem dificuldade para se concentrar no que as pessoas dizem, mesmo quando elas estão falando diretamente com você?
4. Com que freqüência você deixa um projeto pela metade depois de já ter feito as partes mais difíceis?
5. Com que freqüência você tem dificuldade para fazer um trabalho que exige organização?
6. Quando você precisa fazer algo que exige muita concentração, com que freqüência você evita ou adia o início?
7. Com que freqüência você coloca as coisas fora do lugar ou tem de dificuldade de encontrar as coisas em casa ou no trabalho?
8. Com que freqüência você se distrai com atividades ou barulho a sua volta?
9. Com que freqüência você tem dificuldade para lembrar de compromissos ou obrigações?
Parte B
1. Com que freqüência você fica se mexendo na cadeira ou balançando as mãos ou os pés quando precisa ficar sentado (a) por muito tempo?
2. Com que freqüência você se levanta da cadeira em reuniões ou em outras situações onde deveria ficar sentado (a)?
3. Com que freqüência você se sente inquieto (a) ou agitado (a)?
4. Com que freqüência você tem dificuldade para sossegar e relaxar quando tem tempo livre para você?
5. Com que freqüência você se sente ativo (a) demais e necessitando fazer coisas, como se estivesse “com um motor ligado”?
6. Com que freqüência você se pega falando demais em situações sociais?
7. Quando você está conversando, com que freqüência você se pega terminando as frases das pessoas antes delas?
8. Com que freqüência você tem dificuldade para esperar nas situações onde cada um tem a sua vez?
9. Com que freqüência você interrompe os outros quando eles estão ocupados?

Como avaliar:

Se os itens de desatenção da parte A (1 a 9) E/OU os itens de hiperatividade-impulsividade da parte B (1 a 9) têm várias respostas marcadas como FREQUENTEMENTE ou MUITO FREQUENTEMENTE existe chances de ser portador de TDAH (pelo menos 4 em cada uma das partes).
O questionário ASRS-18 é útil para avaliar apenas o primeiro dos critérios (critério A) para se fazer o diagnóstico. Existem outros critérios que também são necessários.

IMPORTANTE: Não se pode fazer o diagnóstico de TDAH apenas com os sintomas descritos na tabela! Veja abaixo os demais critérios.

CRITÉRIO A: Sintomas (vistos na tabela acima)

CRITÉRIO B: Alguns desses sintomas devem estar presentes desde precocemente (até 12 anos).

CRITÉRIO C: Existem problemas causados pelos sintomas acima em pelo menos 2 contextos diferentes (por ex., no trabalho, na vida social, na faculdade e no relacionamento conjugal ou familiar).

CRITÉRIO D: Há problemas evidentes por conta dos sintomas.

CRITÉRIO E: Se existe um outro transtorno (tal como depressão, deficiência mental, psicose, etc.), os sintomas não podem ser atribuídos exclusivamente a ele.

Jogo Teste Tangran

30 de maio de 2018 in Jogos

http://fetecms.com.br/

INSCRIÇÕES: De 2 de maio à 3 de junho http://www.fecitec.ufpr.br/

Mostra de Ciencias e Tecnologia  http://mctea.com.br/
http://ppb.mec.gov.br/inscricao

O que é TDAH ?

8 de maio de 2018 in O que é TDAH ?

Transtorno do déficit de atenção com hiperatividade

Perturbação de hiperatividade com défice de atenção

As crianças com PHDA podem ter dificuldades em concentrar-se e concluir os trabalhos escolares

Sinónimos Perturbação do défice de atenção, perturbação hipercinética, perturbação de hiperatividade e défice de atenção
Especialidade Psiquiatria
Sintomas Desatenção, hiperatividade, impulsividade
Início Antes dos 6–12 anos
Duração > 6 meses
Causas Desconhecidas
Método de diagnóstico Baseado nos sintomas depois de descartar outras potenciais causas
Condições semelhantes Criança normalmente ativa, desvio de conduta, perturbação de oposição e desafio, perturbação de aprendizagem, perturbação bipolar
Tratamento Aconselhamento psiquiátrico, alterações no estilo de vida, medicação
Medicação Estimulantes, atomoxetina, guanfacina
Frequência 51,1 milhões (2015)

Perturbação de hiperatividade com défice de atenção (PHDA)  ou transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH)  é uma caracterizada por desatenção, hiperatividade e impulsividade inconsistentes com a idade da pessoa. Os critérios de diagnóstico requerem que os sintomas se comecem a manifestar antes dos doze anos de idade, que estejam presentes durante mais de seis meses e que causem problemas em pelo menos dois cenários diferentes, como na escola e em casa, por exemplo. Em crianças, a desatenção é muitas vezes a causa de maus resultados escolares. Embora cause dificuldades, sobretudo na sociedade contemporânea, muitas crianças com PHDA conseguem-se concentrar em tarefas que consideram interessantes.

Apesar de ser a condição mais estudada e diagnosticada em crianças e adolescentes, na maioria dos casos desconhece-se a causa exata. Quando diagnosicada pelos critérios DSM-IV, a doença afeta entre 5 e 7% das crianças. Quando diagnosticada pelos critérios da CID-10 afeta entre 1 e 2%. Estima-se quem em 2015 afetasse cerca de 5,1 milhões de pessoas. A prevalência é muito semelhante entre países. As aparentes diferenças de valores são resultado de diferentes critérios de diagnóstico usados em cada país. O diagnóstico de PHDA é cerca de três vezes mais comum em rapazes do que em raparigas, embora a perturbação seja muitas vezes negligenciada em raparigas devido ao facto dos sintomas serem diferentes. Entre 30 e 50% das pessoas diagnosticadas com a condição em criança continuam a manifestar sintomas em idade adulta e entre 2 e 5% de todos os adutos têm a condição. É difícil distinguir a PHDA de outras perturbações e de níveis de atividade elevados, mas ainda assim consistentes com a idade.

As recomendações de tratamento para a PHDA diferem de país para país, embora na generalidade dos casos esteja recomendada uma combinação de aconselhamento psiquiátrico, alterações no estilo de vida e medicação. As recomendações britânicas recomendam usar medicação como tratamento de primeira linha apenas em crianças com sintomas graves ou em adultos e que em crianças com sintomas moderados só seja considerada medicação nos casos em que não haja melhorias com aconselhamento. Por outro lado, as recomendações canadianas e norte-americanas recomendam que medicação e terapia comportamental sejam usados em conjunto como tratamento de primeira linha, exceto nas crianças em idade pré-escolar. Nenhuma das recomendações recomenda a terapia com medicamentos estimulantes como tratamento de primeira linha nas crianças em idade pré-escolar. O tratamento com estimulantes é eficaz até 14 meses, sendo pouco clara a eficácia a partir daí. Tanto adolescentes como adultos com a condição tendem a desenvolver mecanismos de enfrentamento que compensam todas ou algumas das suas dificuldades.

A descrição de sintomas semelhantes à PHDA na literatura médica remonta ao século XIX. Desde a década de 1970 que a classificação, diagnóstico e tratamento da PHDA tem sido foco de controvérsias entre profissionais de saúde, professores, legisladores, pais e a comunicação social. As questões mais debatidas dizem respeito às causas de PHDA e ao tratamento com recurso a estimulantes. A maioria dos prestadores de cuidados de saúde considera a PHDA uma perturbação legítima em crianças e adultos. O debate entre a comunidade científica foca-se nos critérios de diagnóstico e tratamento. Entre 1980 e 1897 a condição era denominada “perturbação por défice de atenção” e, antes disso, por “reação hipercinética infantil”.

Características

O transtorno se caracteriza por frequente comportamento de desatenção, inquietude e impulsividade, em pelo menos dois contextos diferentes (casa, creche, escola, etc). O Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais da Associação Americana de Psiquiatria (DSM IV) subdivide o TDAH em três tipos:

  • TDAH com predomínio de sintomas de desatenção;
  • TDAH com predomínio de sintomas de hiperatividade/impulsividade e;
  • TDAH combinado.

Na década de 1980, a partir de novas investigações, passou-se a ressaltar aspectos cognitivos na definição de síndrome, principalmente o déficit de atenção e a impulsividade ou falta de controle, considerando-se, além disso, que a atividade motora excessiva é resultado do alcance reduzido da atenção da criança e da mudança contínua de objetivos e metas a que é submetida.

O transtorno é reconhecido pela OMS (Organização Mundial da Saúde), tendo inclusive em muitos países, lei de proteção, assistência e ajuda tanto aos portadores quanto aos seus familiares. Segundo a OMS e a Associação Psiquiátrica Americana, o TDAH é um transtorno psiquiátrico que tem como características básicas a desatenção, a agitação (hiperatividade) e a impulsividade, podendo levar a dificuldades emocionais, de relacionamento, bem como a baixo desempenho escolar e outros problemas de saúde mental. Embora a criança hiperativa tenha muitas vezes uma inteligência normal ou acima da média, o estado é caracterizado por problemas de aprendizado e comportamento. Os professores e pais da criança hiperativa muitas vezes têm dificuldades para lidar com a falta de atenção, impulsividade, instabilidade emocional e hiperativa incontrolável da criança. Há especialistas que defendem o uso de medicamentos; outros acreditam que o indivíduo, sua família e seus professores devem aprender a lidar com o problema sem a utilização de medicamentos – através de psicoterapia e aconselhamento familiar, por exemplo[carece de fontes]. Há, portanto, muita controvérsia sobre o assunto.

A criança com déficit de atenção muitas vezes se sente isolada e segregada dos colegas, mas não entende por que é tão diferente. Fica perturbada com suas próprias incapacidades. Sem conseguir concluir as tarefas normais de uma criança na escola, no playground ou em casa, a criança hiperativa pode sofrer de estresse, tristeza e baixa auto-estima.

Critérios diagnósticos (CID-10 F90)

Para se diagnosticar um caso de TDAH é necessário que o indivíduo em questão apresente pelo menos seis dos sintomas de desatenção e/ou seis dos sintomas de hiperatividade; além disso os sintomas devem manifestar-se em pelo menos dois ambientes diferentes e por um período superior a seis meses.

Com predomínio de desatenção

(Muitas vezes pode ser confundido pelos pais com “preguiça”, aplicando à criança castigos, ou mesmo agredindo-a verbalmente ou fisicamente).

Caracteriza-se o predomínio da desatenção quando o indivíduo apresenta seis (ou mais) dos seguintes sintomas de desatenção persistentes por pelo menos 6 meses, em grau mal-adaptativo e inconsistente com o nível de desenvolvimento:

  1. Frequentemente deixa de prestar atenção a detalhes ou comete erros por descuido em atividades escolares, de trabalho entre outras.
  2. Com frequência tem dificuldades para manter a atenção em tarefas ou atividades lúdicas.
  3. Com frequência parece não escutar quando lhe dirigem a palavra.
  4. Com frequência não segue instruções e não termina seus deveres escolares, tarefas domésticas ou deveres profissionais (não devido a comportamento de oposição ou incapacidade de compreender instruções).
  5. Com frequência tem dificuldade para organizar tarefas e atividades.
  6. Com frequência evita, antipatiza ou reluta a envolver-se em tarefas que exijam esforço mental constante (como tarefas escolares ou deveres de casa).
  7. Com frequência perde coisas necessárias para tarefas ou atividades (por ex., brinquedos, tarefas escolares, lápis, livros ou outros materiais).
  8. É facilmente distraído por estímulos alheios à tarefa
  9. Com frequência apresenta esquecimento em atividades diárias.

Alguns sinais que podem evidenciar a presença do TDAH, ou a possibilidade de o indivíduo vir a desenvolvê-lo:

1.  Bebé: difícil[vago], insaciável, irritado e de difícil consolo, com maior prevalência de cólicas, dificuldades de alimentação e sono.

2.  Pré-escolar: Actividade aumentada ao usual, dificuldades de ajustamento, teimosia, irritação e extremamente difícil de satisfazer.

3.  Escola: elementar Incapacidade de colocar foco, distracção, impulsivo, desempenho inconsciente, presença ou não de hiperactividade.

4. Adolescência: Inquieto e com desempenho inconsistente, sem conseguir colocar foco, dificuldade de memória na escola, abuso de substância, acidentes. predomínio de hiperatividade e impulsividade.

Caracteriza-se o predomínio da hiperatividade e impulsividade quando seis (ou mais) dos seguintes sintomas de hiperatividade persistirem por pelo menos 6 meses, em grau mal-adaptativo e inconsistente com o nível de desenvolvimento:

Hiperatividade
  1. Frequentemente agita as mãos ou os pés.
  2. Frequentemente abandona sua cadeira em sala de aula ou outras situações nas quais se espera que permaneça sentado.
  3. Frequentemente corre ou escala em demasia, em situações nas quais isto é inapropriado (em adolescentes e adultos, pode estar limitado a sensações subjetivas de inquietação).
  4. Com frequência tem dificuldade para brincar ou se envolver silenciosamente em atividades de lazer.
  5. Está frequentemente “a mil” ou muitas vezes age como se estivesse “a todo vapor”.
  6. Frequentemente fala em demasia.
Impulsividade
  1. Frequentemente dá respostas precipitadas antes de as perguntas terem sido completadas.
  2. Com frequência tem dificuldade para aguardar sua vez.
  3. Frequentemente interrompe ou se mete em assuntos de outros (por ex., intromete-se em conversas ou brincadeiras).

Critérios para ambos os casos

Em ambos os casos os seguintes critérios também devem estar presentes:

  • Alguns sintomas de hiperatividade/impulsividade ou desatenção que causaram prejuízo estavam presentes antes dos 7 anos de idade.
  • Algum prejuízo causado pelos sintomas está presente em dois ou mais contextos (por ex., na escola [ou trabalho] e em casa).
  • Deve haver claras evidências de prejuízo clinicamente significativo no funcionamento social, acadêmico ou ocupacional.
  • Os sintomas não ocorrem exclusivamente durante o curso de um transtorno invasivo do desenvolvimento, esquizofrenia ou outro transtorno psicótico e não são melhor explicados por outro transtorno mental (por exemplo transtorno do humor, transtorno de ansiedade, transtorno dissociativo ou um transtorno da personalidade).

Os sintomas de desatenção, hiperatividade ou impulsividade relacionados ao uso de medicamentos (como broncodilatadores, isoniazida e acatisia por neurolépticos) em crianças com menos de 7 anos de idade não devem ser diagnosticados como TDAH.

Pessoas com TDA-H têm problemas para fixar sua atenção pelo mesmo período de tempo que as outras, interessadamente. Crianças com TDA-H não têm problemas para filtrar informações. Elas parecem prestar atenção aos mesmos temas que as crianças que não apresentam o TDA-H prestariam. Crianças com TDA-H se sentem entediadas ou perdem o interesse por seu trabalho mais rapidamente que outras crianças, parecem atraídas pelos aspectos mais recompensadores, divertidos e reforçativos em qualquer situação, conforme o entendimento da psicologia behaviorista. Essas crianças também tendem a optar por fazer pequenos trabalhos, mais rápidos, em troca de uma recompensa imediata, embora menor, em vez de trabalhar por mais tempo em troca de uma recompensa maior que só estaria disponível mais tarde. Na realidade, reduzir a estimulação torna ainda mais difícil para uma criança com TDA-H manter a atenção. Apresentam também dificuldades em controlar impulsos. Os problemas de atenção e de controle de impulsos também se manifestam nos atalhos que essas crianças utilizam em seu trabalho. Elas aplicam menor quantidade de esforço e despendem menor quantidade de tempo para realizar tarefas desagradáveis e enfadonhas.

Causas

A imagem da direita ilustra áreas de atividade cerebral de uma pessoa sem TDAH e a imagem da esquerda de uma pessoa com TDAH.[40]

Os principais fatores identificados como causa são uma suscetibilidade genética em interação direta com fatores ambientais. A herdabilidade estimada é bastante alta, pois 70% dos gêmeos idênticos de TDAH também possuem o mesmo diagnóstico. Quando um dos pais tem TDAH a chance dos filhos terem é o dobro, aumentando para oito vezes quando se trata de ambos pais.

Problemas na gravidez estão associados com maior incidência de casos mesmo quando desconsiderados outros fatores como psicopatologias dos pais.

Depois dos fatores genéticos a dieta alimentar é o fator mais importante. Uma dieta pobre em nutrientes, intolerâncias alimentares, alergias alimentares e ingestão de açúcares são fatores importantes que podem desencadear os sintomas. A hipoglicemia é comum entre as crianças com TDAH. Outros fatores que contribuem para os sintomas são uma alimentação deficiente em ácidos gordos e proteinas, deficiência de magnésio, manganes, ferro, cobre, zinco, Vitamina C, Vitamin B6 e sensibilidade ao ácido salicílico. Os aditivos alimentares, como corantes, conservantes e sabores sintéticos também causam os sintomas de TDAH. As intolerâncias mais comuns são aos produtos lácteos, chocolate, trigo, citrinos, amendoins e ovos.

Várias hipótese acerca das possíveis causas de TDAH têm sido apresentadas: problemas durante a gravidez ou no parto e exposição a determinadas substâncias, tais como o chumbo. Dentre as complicações associadas estariam; toxemia, eclâmpsia, pós-maturidade fetal, duração do parto, estresse fetal, baixo peso ao nascer, hemorragia pré-parto, consumo de tabaco e/ou álcool durante a gravidez e má saúde materna. Outros fatores, como danos cerebrais perinatais no lobo frontal, podem afetar processos de atenção, motivação e planejamento, e estariam indiretamente relacionados com a doença.

Problemas familiares também poderiam propiciar o aparecimento do TDA-H no indivíduo predisposto geneticamente: uma família numerosa, brigas muito frequentes entre os pais, criminalidade dos pais, colocação em lar adotivo ou pais com transtornos psiquiátricos. Tais problemas não originam o distúrbio mas poderiam amplificá-lo. Um dos possíveis motivos seria a negligência dos pais, que leva as crianças a precisarem se comportar de maneira inadequada para conseguir atenção.

Pesquisas apontam para a influência de genes que codificam componentes dos sistemas dopaminérgico,noradrenérgico, adrenérgico e, mais recentemente, serotoninérgico como os principais responsáveis.

Famílias caracterizadas por alto grau de agressividade nas interações podem contribuir para o aparecimento de comportamentos agressivos ou de uma oposição desafiante nas crianças perante a sociedade. Problemas de ansiedade, baixa tolerância a frustração, depressão, abuso de substâncias químicas e transtornos opositivos são comorbidades frequentes.

Fases da vida

História clássica de TDAH

Fase Sintomas comuns
Bebê Bebê difícil, raiva, irritado, de difícil consolo, maior prevalência de cólicas, dificuldade para alimentar e problemas de sono.
Primeira infância Muito inquieto e agitado, dificuldades de ajustamento, desobediente, facilmente irritado e extremamente difícil de satisfazer.
Ensino Fundamental Incapacidade de se concentrar, distrações muito frequentes, muito impulsivo, grandes variações de desempenho na escola, se envolve em brigas, presença ou não de hiperatividade.
Adolescência Muito inquieto, desempenho inconsistente, sem conseguir se focalizar, problemas para memorizar, abuso de substância, acidentes, impulsividade, muita dificuldade de pensar e se planejar a longo prazo.
Adulto Muito inquieto, comete muitos erros em atividades que exigem concentração, desorganizado, inconstante, desastrado, impaciente, não cumpre compromissos, perde prazos, se distrai facilmente, não fica parado, toma decisões precipitadas, dificuldade para manter relacionamentos e perde o interesse rapidamente. (Para o diagnóstico em adultos, o TDAH deve ter começado na infância e causado prejuízos ao longo da vida)

Quem pode diagnosticar TDAH

O diagnóstico de TDAH é fundamentalmente clínico, realizado por profissional que conheça profundamente o assunto e que necessariamente descarte outras doenças e transtornos, para então indicar o melhor tratamento.

O termo hiperatividade tem sido popularizado e muitas crianças rotuladas erroneamente. É preciso cuidado ao se caracterizar uma criança como portadora de TDAH. Somente um médico (preferencialmente psiquiatra), juntamente com psicólogo ou terapeuta ocupacional especializados, podem confirmar a suspeita de outros profissionais de áreas afins, como fonoaudiólogos, educadores ou psicopedagogos, que devem encaminhar a criança para o devido diagnóstico. Existem testes e questionários que auxiliam o diagnóstico clínico.

Hoje já se sabe que a área do cérebro envolvida nesse processo é a região orbital frontal (parte da frente do cérebro) responsável pela inibição do comportamento, pela atenção sustentada, pelo autocontrole e pelo planejamento do futuro. Entretanto, é importante frisar que o cérebro deve ser visto como um órgão cujas partes se interligam. Portanto, o funcionamento inadequado de outras áreas conectadas à região frontal pode levar a sintomas semelhantes aos do TDAH.

Os dois lados de uma síndrome

Lado bom
  1. Mais energéticos.
  2. Grande expressividade corporal e verbal.
  3. Talentos criativos latentes (pintura, música, criação de histórias, etc.).
  4. Inovadores, interessados em diversos assuntos. Costumam surpreender com suas opiniões “fora da caixa”.
  5. Pioneiros, dispostos a correr riscos. O pensamento coletivo, cultura ou paradigmas não os reprimem.
  6. Capacidade de “hiperconcentração” em uma atividade de interesse (uma arte, esporte, ciência, etc.).
  7. Grande afetuosidade, demonstrando gentileza e comportamento generoso.
  8. Frequentemente demonstram possuir uma inteligência bem acima da média.
  9. Criativos. Adotam meios não ortodoxos, porém práticos em seu cotidiano.
Lado ruim
  1. Grande dificuldade para transformar suas grandes ideias em ação verdadeira devido a falta de planejamento.
  2. Problemas para se fazer entender ou explicar seus pontos de vista.
  3. Podem ser muito sexualizados.
  4. Humor volúvel, da alegria para a tristeza rapidamente.
  5. Pouca tolerância à frustração.
  6. Desorganização e mau gerenciamento do tempo.
  7. Necessidade de adrenalina. Correm muitos riscos desnecessários.
  8. Por impulsividade podem criar inimizades, pedir demissão, serem demitidos, se divorciar, romper namoros, noivados, casamentos.
  9. Maior chance de abuso de substâncias (cigarro, álcool, drogas ilegais).

Tratamento

Os neurotransmissores que parecem estar deficitários em quantidade ou funcionamento nos indivíduos com TDAH são basicamente a dopamina e a noradrenalina e podem ser estimulados através de medicação, com o devido acompanhamento médico, de modo a amenizar os sintomas de déficit de atenção/hiperatividade. Entretanto, nem todas as pessoas respondem positivamente ao tratamento. É importante que seja avaliada criteriosamente a utilização dos medicamentos em função dos seus efeitos colaterais. A duração da administração varia em cada caso, a depender da resposta do paciente, não se justificando o uso dessas drogas nos casos em que os pacientes não apresentem melhora significativa. Cerca de 70% dos pacientes respondem adequadamente ao metilfenidato e o toleram bem. Como a meia-vida do metilfenidato é curta, geralmente utiliza-se o esquema de duas doses por dia, uma de manhã e outra ao meio dia. A disponibilidade de preparados de ação prolongada tem possibilitado maior comodidade aos pacientes.

Além de fármacos, ministrados com acompanhamento especializado permanente, o tratamento médico pode contar com apoio psicológico, fonoaudiológico, terapêutico ocupacional ou psicopedagógico.

Quem sofre do transtorno e faz uso de medicamentos, como o cloridrato de metilfenidato (Ritalina ou Concerta em sua versão comercial), a bupropiona, a clonidina e os antidepressivos tricíclicos como a imipramina, tem de 70% a 80% de melhora no aprendizado. Recentemente a lisdexanfetamina foi também liberada no Brasil, para tratamento do TDA-H.

Para evitar que se distraia, é recomendado que a pessoa portadora do transtorno tenha um ambiente silencioso e sem distrações para estudar/trabalhar. Na escola, ela pode se concentrar melhor na aula sentando-se na primeira fileira e longe da janela. Aulas de apoio com atenção mais individualizada podem ajudar a melhorar o desempenho escolar. Desde o ponto de vista da psicologia behaviorista, os pais e professores podem recompensar a criança quando seu desempenho é bom, valorizando suas qualidades, mais do que punir seus erros. A punição, se houver, nunca deve ser violenta, pois isso pode tornar a criança mais agressiva, por medo e raiva da pessoa que a puniu. Além disso, a punição não impede o comportamento indesejado quando o agente punidor não estiver presente.

Famílias caracterizadas por alto grau de agressividade e impulsividade nas interações, podem contribuir para o aparecimento de comportamento agressivo, impulsivo ou de uma oposição desafiante nas crianças em diversos contextos. A família tem importante papel no tratamento de transtornos infantis. Não basta medicar a criança. É necessário que os próprios pais façam psicoterapia junto com a criança ou o adolescente.

Comorbidades

Dos hiperativos que buscam tratamento especializado, mais de 70% possuem também algum outro transtorno, na maioria das vezes com transtorno de humor (como depressão maior ou transtorno bipolar), transtorno de aprendizagem, transtornos de ansiedade ou transtorno de conduta. Dependendo da comorbidade o tratamento medicamentoso muda e o acompanhamento psicológico se torna ainda mais necessário.

A taxa de comorbidade com transtornos disruptivos do comportamento (transtorno de conduta e transtorno opositor desafiante) está situada entre 30% a 50%. Com depressão está entre 15% a 20%, com transtornos de ansiedade em torno de 25% e com transtornos da aprendizagem entre 10% a 25%.

Controvérsias

O TDAH – seu conceito, seu diagnóstico e seu tratamento – tem sido objeto de crítica e controvérsias desde os anos 1970. As controvérsias envolvem médicos, professores, formuladores de políticas públicas, pais e a mídia. As opiniões sobre o TDAH vão desde a descrença na sua existência até a crença de que a síndrome realmente exista e que possa ter uma base genética e fisiológica. Há também discordância quanto ao uso de medicação estimulante no tratamento.

Alguns consideram o TDAH como um “clássico exemplo de medicalização do comportamento desviante” – um modo de transformar um problema, que anteriormente não era considerado médico, em uma doença a ser tratada com fármacos,resultando em grandes lucros para a indústria farmacêutica e benefícios para os pesquisadores por ela financiados. Segundo esses críticos, crianças saudáveis estariam sendo patologizadas e inutilmente expostas a riscos tais como a drogadição e depressão, entre outros.

Há também controvérsias quanto à massificação do uso de drogas psicoativas, sobretudo no tratamento crianças a partir dos 4 anos de idade. Muitos médicos ponderam que o diagnóstico do TDAH é baseado em avaliações subjetivas (entrevistas ou questionários) de pais e professores, que muitas vezes desejam apenas que seus filhos e alunos sejam mais dóceis. Nos Estados Unidos, pelo menos 9% das crianças em idade escolar foram diagnosticadas com TDAH e estão sendo tratadas com medicamentos. Na França, a percentagem de crianças diagnosticadas e medicadas para o TDAH é inferior a 0,5% . Nos Estados Unidos, os psiquiatras pediátricos consideram o TDAH como um distúrbio biológico (embora não haja, até o presente, evidências de que o TDAH esteja associado a uma disfunção biológica ou um desequilíbrio químico no cérebro), e o tratamento de escolha também é baseado em medicamentos estimulantes psíquicos – tais como Ritalina e Adderall.

Já os psiquiatras infantis franceses consideram o TDAH como uma condição médica que tem causas psico-sociais e situacionais . Em vez de tratar os problemas de concentração e de comportamento com drogas, os médicos franceses preferem avaliar o problema subjacente que está causando o sofrimento da criança – não o cérebro, mas o contexto social da criança. Portanto o tratamento é baseado em com psicoterapia ou aconselhamento familiar.

A medicação age aumentando a concentração de dopamina (neurotransmissor associado ao prazer). Segundo especialistas mais críticos, a medicação age por algumas horas, e, quando o efeito passa, o usuário quer ter aquele prazer de volta. Há, portanto, risco de dependência química. Com o uso da medicação, o indivíduo fica quimicamente contido e tem a sua atenção focada sobre uma coisa de cada vez. No caso de uma criança, como ela só consegue fazer uma coisa a cada vez, “não questiona nem desobedece”. Para os críticos da medicalização, é mais fácil lidar com um problema “médico” do que mudar o método de educação da criança. Ainda segundo esses críticos, a pessoa que faz uso desse tipo de droga tem de sete a 10 vezes mais chances de ter morte súbita.

Tratamento do TDAH

7 de maio de 2018 in Tratamento

Tratamentos para o TDAH: Conhecer para mudar o cérebro e os comportamentos

Até algum tempo atrás, acreditava-se que o único tratamento disponível para TDAH era o uso de medicação psiquiátrica, o que sempre gerou muita resistência – especialmente por serem drogas com potencial de abuso e dependência, o que é veiculado até mesmo em seus rótulos.

Conforme o conhecimento sobre o TDAH foi aumentando – com maior quantidade de estudos e pesquisas, avanço de novas tecnologias bem como posicionamentos mais consistentes por parte dos profissionais de saúde e dos próprios pacientes, uma ampla gama de opções de tratamento ganham cada vez mais espaço.

Quando se pensa em tratar TDAH, é obrigatório ter em mente que se está lidando com um fenômeno multi-dimensional, um transtorno neuro-comportamental. O TDAH tem componentes neurobiológicos e também comportamentais, emocionais e de aprendizagem. Somente um tratamento que contemple de forma integral trará os resultados desejados, no curto, médio e longo prazo.

Plano de tratamento multi-dimensional

O tratamento para TDAH, hiperatividade ou qualquer outro problema deve ser baseado em uma análise extensa das causas – um excelente Diagnóstico Diferencial. Devem incluir também um plano de ação, com prioridades e objetivos de curto e longo prazo. No caso do TDAH e comorbidades, é necessário um propor um tratamento integrado e multi-dimensional, dirigido tanto aos déficits de base orgânica quanto aos comportamentais, emocionais e de aprendizagem. O quanto se investirá em cada área, por quanto tempo e com qual prioridade varia de acordo com o caso.

A ocorrência do TDAH e a intensidade dos sintomas depende de uma interação complexa de fatores de risco genéticos com as condições ambientais e circunstanciais – o contexto de vida, a organização familiar, o tipo de escola, o ambiente de trabalho, etc. – e também da história pessoal de cada um – potencial cognitivo, quais habilidades comportamentais, quais facilidades e dificuldades, entre outras. Há algumas condições ambientais que favorecem a manifestação das formas mais graves do transtorno; outras funcionam como fatores de proteção, que podem minimizar ou reduzir a gravidade dos sintomas. Tudo isto deve ser levado em conta ao propor o tratamento.

Em um exemplo, muitas crianças e jovens com TDAH que procuram tratamento por dificuldades escolares apresentam déficits comportamentais intensos na área de habilidades de estudo. Mesmo que as dificuldades orgânicas fossem sanadas, ainda assim estas crianças e jovens necessitam de um tratamento comportamental-psicopedagógico para aprenderem melhores estratégias e bons hábitos de estudo.

O tratamento do TDAH deve necessariamente levar em conta necessidades relacionadas ao substrato orgânico (com treinamentos cognitivos, na linha de ginástica cerebral – Brain Fitness, estimulação cerebral – Brain Entrainment ou com medicação), bem como terapias direcionadas ao funcionamento comportamental (com Terapia Comportamental-Cognitiva ou treinamentos comportamentais, Coaching Comportamental e/ou atividades psicopedagógicas relacionadas ao desempenho escolar, a depender do caso) e contexto ambiental (como orientação para pais ou para os conjuges).

Psico-educação – Conhecer para conquistar

Saber mais sobre o TDAH é essencial. Se você apenas suspeita ter TDAH, se já teve um diagnóstico e está em tratamento, se é pai / mãe ou professor de uma criança ou jovem com Déficit de Atenção, hiperatividade ou outros problemas associados, o primeiro passo é buscar conhecimento. Isto se chama Psico-Educação. Envolve conseguir informações substanciadas sobre o problema em questão e seu gerenciamento, fortalecendo a pessoa para o enfrentamento, mudanças e ajustes necessários.

A Psico-educação se inicia às vezes até mesmo antes de um diagnóstico formal, prosseguindo ao longos dos tratamentos, quaisquer sejam. Ocorre de forma individual – quando a pessoa faz, por conta própria, pesquisas em sites ou busca leituras especializadas. Também, quando durante tratamentos específicos, por exemplo, com medicação ou terapias, os profissionais seguem orientando seus pacientes.

Entender o que acontece permite, em primeiro lugar, vencer idéias errôneas e preconceitos; melhorar a autoestima e se posicionar melhor diante das pessoas e das circunstâncias. Também permite passar para uma etapa essencial à superação das dificuldades – chamar para si o direito e a responsabilidade pela mudança, quer pela escolha de tratamentos, quer por novos hábitos e estilo de vida.

Melhorando o cérebro e a cognição

A base orgânica do TDAH – Transtorno de Déficit de Atenção, Hiperatividade / Impulsividade – está relacionada a anomalias no funcionamento de diversas áreas cerebrais, em especial as áreas corticais pré-frontais, que trazem prejuízos ãs funções executivas do cérebro. Por vários anos, defendeu-se a idéia que a primeira linha de tratamento o TDAH era uso de medicamentos, inclusive por médicos conhecidos da área.

Atualmente, diante de um maior conhecimento do transtorno e dos desenvolvimentos tecnológicos, diversas alternativas passaram compor o leque de opções de tratamento para melhorar o funcionamento do cérebro. As mais promissoras são o Brain Fitness – Ginástica Cerebral e o Brain Entrainment – Estimulação Cerebral. O Biofeedback e Neurofeedback são também opções bem interessantes, com potencial para melhorar o foco, a concentração e o equilíbrio emocional, de maneira totalmente natural e não-invasiva.

Novos hábitos e comportamentos

Superar os déficits do TDAH demanda encarar o dia-a-dia de um jeito diferente. Faz parte essencial do manejo dos sintomas criar estratégias de enfrentamento – novas maneiras de fazer as coisas, de modo a tornar mais fácil o que hoje parece impossível. Claro que é simples de dizer e bem complicado em realizar. Afinal, quem sofre com TDAH sabe quantas vezes já prometeu mudar, apenas para fracassar em seguida.

Neste ponto, a psicoterapia pode fazer toda a diferença. Dentre os traços mais marcantes do TDAH estão a tendência ao adiamento crônico (aquela desculpa “depois eu faço”) e a esquiva para iniciar as atividades – a sensação de “não quer, não aguento”. Especialmento em adultos, chega a ser tão arraigada que pode impedir o avanço dos tratamentos se não forem bem cuidadas.

As melhores abordagens psicológicas são as terapias comportamentais-cognitivas, que enfrentam tanto os maus hábitos (ou mesmo a simples ausência de hábitos) e também as distorções de pensamento – como a idéia fixa que “vai dar tempo”, quando a própria pessoa já sabe que não vai dar mesmo. Com a terapia e as experiências cumulativas de sucesso, a autoestima vai fortalecendo, ao mesmo tempo em que se assume responsabilidades e compromissos sem tanta relutância ou conflito.

Para aqueles que já superaram estas primeiras etapas de adiamento crônico, baixa estima e esquiva de responsabilidades, o Coaching Comportamental se apresenta como uma excelente opção, especialmente para adultos. O Coaching é baseado num tipo de treinamento conhecido por Abordagem Colaborativa de Resolução de Problemas, no qual se trabalha em conjunto para identificar, aplicar e aprimorar estratégias necessárias para se alcançar os objetivos. Por estas características, é ideal para adultos com foco em estudos ou vida profissional.

Diagnóstico do TDAH

7 de maio de 2018 in Diagnóstico

Você sabia que nem toda pessoa agitada, desatenta ou impulsiva têm TDAH?

O correto diagnóstico do TDAH é um dos passos mais importantes para garantir a qualidade de vida das pessoas que sofrem com os sintomas do TDAH, de outras doenças que se parecem com o transtorno de déficit de atenção e hiperatividade e mesmo de pessoas saudáveis que por razões distintas apresentam algum sinal ou sintoma do TDAH (o que não caracteriza o diagnóstico da doença).

Por isso, antes de entender como é feito e quais os desafios do diagnóstico do TDAH, é fundamental ter em mente que pessoas perfeitamente saudáveis podem apresentar agitação (hiperatividade), impulsividade e/ou desatenção em algum momento da vida. A manifestação desses sintomas de forma isolada e pontual não significa de forma alguma que uma criança, adolescente ou adulto tenha o transtorno de déficit de atenção e hiperatividade.

Entretanto, algumas pessoas apresentam esses sintomas combinados, de forma intensa e persistente ao longo do tempo, levando a prejuízos funcionais significativos. Nestes casos, pode haver o diagnóstico do transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH).

“Os sinais de alerta para distúrbios comportamentais e/ou psicológicos não necessariamente o TDAH, mas sinais que devem fazer os pais buscarem ajuda especializada são dois. O primeiro são os prejuízos no funcionamento social, ou seja, sofrimento na vidinha social da criança que levam a dificuldades de relacionamento. E o segundo é o prejuízo no funcionamento acadêmico – e isso não significa tirar uma nota baixa em português ou matemática, trata-se de impacto negativo na vida da criança, que acarrete em sofrimento. O TDAH, como qualquer outra doença, é sinônimo de prejuízo na vida do paciente criança.”
Dr. Gustavo Teixeira, médico especialista em psiquiatria da infância e adolescência, professor visitante do Departamento de Educação Especial da Bridgewater State University (EUA) e editor-chefe do site . –

Porque as imagens de ressonância magnética e biomarcadores cerebrais não são utilizados no diagnóstico do TDAH?

Tanto as imagens cerebrais de ressonância magnética e determinados marcadores biológicos são capazes de diferenciar características cerebrais de pessoas com e sem o transtorno de déficit de atenção e hiperatividade, mas o uso dessas ferramentas ainda é restrito ao ambiente das pesquisas clínicas. Apesar disso, os estudos estão evoluindo de forma promissora, e é possível que no futuro as imagens de ressonância e a presença de determinados biomarcadores possam não apenas determinar o diagnóstico do TDAH, como direcionar o melhor tipo de tratamento para cada paciente.1

Quais as etapas do diagnóstico do TDAH?

Diferentes especialidades médicas podem estar aptas a realizar o diagnóstico do TDAH, como pediatras, neurologistas (pediátricos e de adultos) e psiquiatras (infantis e de adultos). De forma geral, o diagnóstico consiste das etapas listadas abaixo, mas pode haver casos em que o médico conduza passos adicionais, a fim de excluir a existência de outras doenças e garantir o correto diagnóstico do transtorno de déficit de atenção e hiperatividade.

  • Anamnese: é uma longa entrevista que o médico conduz com o paciente (e no caso de crianças e adolescentes também com seus pais). Nessa conversa, o médico busca conhecer em detalhes o histórico familiar e de saúde do paciente, bem como as razões que levaram à busca do especialista. O médico faz uma averiguação profunda, que inclui desde a qualidade da alimentação e do sono, as etapas do desenvolvimento e até informações sobre o estado atual do paciente e da família – se, por exemplo, estão passando por um divórcio, se alguém perdeu o emprego, se houve um falecimento na família, etc.
  • Aplicação de questionários de avaliação de sintomas: posteriormente, o médico pode conduzir a aplicação de questionários para avaliação de sintomas do TDAH descritos tanto na Classificação Internacional de Doenças, que está em sua décima revisão (CID-10), como no Manual de Estatística e Diagnóstico de Transtornos Mentais (DSM-5). Um exemplo de questionário de avaliação de sintomas de TDAH é o SNAP-IV2-5 que foi construído a partir do DSM-5 – o manual foi desenvolvido pela Associação Americana de Psiquiatria e é utilizado em diversos países, inclusive no Brasil.2 O transtorno de déficit de atenção e hiperatividade compreende uma lista com 18 sintomas, sendo nove deles relacionados à desatenção; 6 à hiperatividade; e 3 à impulsividade.1 O diagnóstico do TDAH em crianças somente pode ser realizado após a identificação de no mínimo 6 sintomas de desatenção e/ou hiperatividade-impulsividade; e em adultos no mínimo 5.6
  • Avaliação dos prejuízos causados pelos sintomas (que integra o DSM-5): vale destacar que não basta a análise dos sintomas isolada, pois o diagnóstico do TDAH, conforme preveem os questionários do DSM-5, considera a frequência e a intensidade dos prejuízos causados pelos sintomas no dia a dia dos pacientes, em diferentes ambientes (na escola, em casa, no trabalho, durante brincadeiras…).
  • Exclusão ou fechamento do diagnóstico. Se após a avaliação minuciosa das informações e questionários aplicados, e a exclusão de outras doenças e condições que podem causar sintomas parecidos com os do transtorno de déficit de atenção e hiperatividade, caso o paciente se adeque aos critérios, ele deverá ser diagnosticado com TDAH e encaminhado para tratamento.7

Quanto tempo é necessário para o diagnóstico do TDAH?

Não há um consenso sobre o tempo mínimo ou máximo que um paciente deve ser avaliado pelo médico até que se confirme (ou se exclua) o diagnóstico do TDAH. Entretanto, por conta da complexidade e da abrangência dos questionários e critérios diagnósticos do TDAH, raramente é possível fechar o diagnóstico em uma única consulta. Há casos em que o médico leva meses até poder concluir o diagnóstico do transtorno de déficit de atenção e hiperatividade.

Atenção a situações e doenças cujos sintomas parecem “imitar” o TDAH

Sintomas que imitam TDAH

Nos primeiros anos de vida, a falta de atenção ou concentração pode ser resultado de algumas razões bastante conhecidas, mas que certas vezes acabam passando despercebidas. Problemas de audição e dificuldades de visão, por exemplo, podem levar as crianças a perder a atenção nas brincadeiras e em atividades escolares de forma mais rápida. Por isso, antes de concluir o diagnóstico do TDAH, o médico precisa excluir uma série de outros fatores que podem estar ocasionando os sintomas.

Paralelamente, há doenças como a dislexia e a depressão, que tanto podem estar associadas ao transtorno de déficit de atenção e hiperatividade, como ter seu diagnóstico confundido, por conta da semelhança e/ou sobreposição de alguns sintomas. As chamadas comorbidades, doenças que podem estar relacionadas e aparecem de forma simultânea em um paciente, não apenas dificultam o diagnóstico do TDAH como podem interferir na resposta ao tratamento. Por isso, exigem atenção redobrada de todos os envolvidos.

“A família quando tomar consciência de um sinal de alerta, ou seja, de prejuízo na vida social ou acadêmica da criança ou adolescente deve buscar um serviço médico especializado. Nas cidades menores, esses serviços estão geralmente associados a hospitais escola em universidades e a departamentos de neuropediatria.”
Dr. Gustavo Teixeira, médico especialista em psiquiatria da infância e adolescência, professor visitante do Departamento de Educação Especial da Bridgewater State University (EUA) e editor-chefe do site www.comportamentoinfantil.com. – CRM RJ 5273634-1

Pais já diagnosticados com o transtorno de déficit de atenção e hiperatividade devem observar a manifestação dos sintomas em seus filhos com mais atenção.

Tratamento com medicamentos

7 de maio de 2018 in Tratamento

Existem diferentes opções de medicamentos para o tratamento do TDAH, sendo a maioria da classe dos estimulantes (que, apesar do nome, proporcionam um efeito calmante no paciente), e também alguns classificados como não-estimulantes. Os medicamentos para o tratamento do transtorno de déficit de atenção e hiperatividade têm potencial para reduzir a hiperatividade e impulsividade, além de melhorar a capacidade dos pacientes de concentração, trabalho e aprendizado. A medicação também pode melhorar a coordenação física das pessoas com TDAH.1

Quando utilizados de acordo com a prescrição médica e as recomendações de bula, esses medicamentos são bastante seguros. Dentre os efeitos colaterais mais comuns dos medicamentos para TDAH, pode ocorrer a diminuição do apetite (que pode levar a perda de peso) e alguns problemas relacionados ao sono. Qualquer efeito colateral apresentado deve ser reportado ao médico para avaliação da continuidade do tratamento do transtorno de déficit de atenção e hiperatividade e um eventual ajuste de dose.2

ATENÇÂO ao uso de medicamentos para TDAH por pessoas saudáveis
Uma pesquisa recente da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) comprovou que jovens saudáveis sem TDAH não têm atenção, memória ou as funções executivas beneficiadas com o uso de medicamentos para tratamento do TDAH. Por isso, além de ilegal, é também ineficaz o uso de medicamentos para o tratamento do transtorno de déficit de atenção e hiperatividade por pessoas saudáveis sem a prescrição médica.3

Sobre a terapia

Existem diferentes tipos de terapia que podem ajudar as pessoas com TDAH a viver melhor, conforme o estágio de desenvolvimento em que estão. Juntos, os profissionais de saúde, pacientes com o transtorno de déficit de atenção e hiperatividade e pais, precisam buscar e avaliar qual a melhor alternativa para cada pessoa. Entre as possibilidades, está a terapia comportamental, terapia cognitiva, terapia cognitivo-comportamental, treinamento de habilidades sociais, terapia psicoeducacional, abordagem psicopedagógica e terapia fonoaudiológica.

Esses recursos podem ajudar as crianças a buscarem uma mudança de comportamento, monitorar e controlar impulsos, lidar com eventos emocionalmente difíceis, etc. Em adolescentes e adultos com TDAH, a terapia pode ajudar em questões relacionadas à baixa autoestima, organização pessoal e profissional, gerenciamento de prioridades e também no controle da impulsividade, entre outras questões.4

Mudanças no estilo de vida

Há muitos estudos em andamento que buscam compreender melhor os benefícios da alimentação e da prática de atividades físicas como complementação no tratamento do TDAH. Já se sabe que a moderação no consumo de cafeína e açúcar, por exemplo, podem ajudar.5

Além disso, diversos estudos têm demonstrado que a prática de atividades físicas aeróbicas intensas (como nadar e correr) podem melhorar o funcionamento cognitivo e comportamental. Com isso, pessoas com TDAH que praticam exercícios físicos regulares podem ter a manifestação dos sintomas reduzida e melhorar o rendimento.6

A mudança no estilo de vida do paciente com o transtorno de déficit de atenção e hiperatividadeé geralmente uma forma de tratamento adjuvante, ou seja, associada aos demais recursos existentes, como medicamentos e intervenções psicossociais.

Tecnologia

Uma série de programas, aplicativos e recursos podem ajudar as pessoas com o transtorno de déficit de atenção e hiperatividade, em diferentes fases da vida, a gerenciar melhor seus sintomas. O uso da tecnologia pode contribuir com automonitoramento do tratamento do TDAH, para que o paciente possa controlar se já tomou o remédio, quando deve praticar exercícios físicos e visitar especialistas de saúde, por exemplo.

Além disso, os recursos tecnológicos podem ajudar os pacientes com TDAH a controlar outras áreas do dia a dia, como as tarefas da escola ou do trabalho. Mas é preciso que os pacientes pesquisem os recursos disponíveis e avaliem, individualmente, o que funciona para cada um.

Recursos que podem diminuir a intensidade dos sintomas do TDAH

A intensidade da manifestação dos sintomas do TDAH também pode ser influenciada por quatro diferentes fatores: estruturação do ambiente; nível de motivação; saliência da tarefa; e estágio de desenvolvimento. Por isso, resultados positivos podem ser observados a partir de mudanças propostas nesses fatores.7

1. Estruturação do ambiente: seja em casa, na escola ou em outro local, quanto mais estruturadas as regras do ambiente e quanto mais próximo o monitoramento externo (por país ou professores, por exemplo), menor a chance da manifestação dos sintomas do transtorno de déficit de atenção e hiperatividade.

2. Nível de motivação: quanto mais motivado o paciente estiver para a realização de determinada tarefa ou atividade proposta, maior deverá ser seu nível de atenção na execução.

3. Saliência da tarefa: isto é, quanto mais divertida, ousada ou prazerosa a atividade, maior deve ser a atenção do paciente com TDAH. Além disso, atividades que geram recompensas rápidas (seja um elogio ou algo material) também costumam receber mais atenção e, desde que usadas com moderação, podem ajudar a reforçar um bom comportamento.

4. Estágio de desenvolvimento: cada paciente pode manifestar os sintomas do TDAH de forma diferente conforme sua idade e grau de desenvolvimento, bem como de acordo com suas habilidades e capacidades cognitivas. É importante entender o estágio do paciente e fazer propostas coerentes.

Sintomas

6 de maio de 2018 in Tratamento

Sintomas
Requer um diagnóstico médico
Os sintomas incluem falta de atenção e hiperatividade

As pessoas podem ter:
No comportamento: agressão, excitabilidade, hiperatividade,
impulsividade, inquietação, irritabilidade ou falta de moderação
Na cognição: dificuldade de concentração, esquecimento ou falta de
atenção
No humor: ansiedade, excitação ou raiva
Também é comum: depressão ou dificuldade de aprendizagem

Sintomas do TDAH

É importante ficar atento quanto aos sintomas e jamais confundir-se com algum distúrbio de aprendizagem, como dislexia, disgrafia, discalculia, etc. Os sintomas do TDAH podem ser de fácil percepção para quem convive com a criança, por exemplo, ou podem ser mais implícitos. De qualquer forma, só uma equipe médica é capaz de fazer o diagnóstico exato.

Profissionais que cuidam desses casos alertam: é preciso que a pessoa manifeste, pelo menos a princípio, um padrão persistente de desatenção ou hiperatividade (impulsividade) que cause influência no comportamento da pessoa, assim como seu desenvolvimento.

Veja abaixo quais são os principais sinais que manifesta o TDAH:

– Desatenção frequente em situações do cotidiano (obrigatórias e lúdicas);
– Dificuldade para seguir instruções ou finalizar o que devia (alguma tarefa);
– Não se familiarizar com atividades que peçam raciocínio ou atenção (atividades que necessitam de esforço mental);
– Ficar distraído por estímulos externos e não prestar atenção ao que se passa dentro do contexto ao que está inserido;
– Perder objetos que fazem parte de alguma função rotineira;
– Bater mãos e pés quando precisa ficar parado;
– Levantar-se da cadeira a todo instante (inquietação total);
– Não ter paciência de esperar o outro terminar as atividades e querer passar na frente;

Os sintomas de impulsividade, geralmente, são os mais perceptíveis às pessoas que estão ao redor; já aqueles que estão ligados à desatenção, podem ser percebidos por pais e educadores, por exemplo.
Como é o tratamento?

O tratamento do TDAH precisa ser ministrado por uma equipe médica multidisciplinar. Na maioria dos casos, pode-se notar a presença de neuropsiquiatras, neuropediatras e neurologistas. No entanto, profissionais de outras áreas também são imprescindíveis para reforçar o tratamento: psicólogos, fonoaudiólogos, psicomotricistas, entre outros.

Um item que merece destaque é o psicoestimulante, pois ele estimula a atividade e promove maior atenção à pessoa em suas funções. Além disso, os psicoestimulantes são responsáveis pela melhora nas áreas cerebrais que são influenciadas pelo TDAH. Lembrando que os medicamentos devem ter licença da ANVISA e só podem ser receitadas por médicos.

Como alternativa, há grupos de apoio que servem não só para a pessoa com o TDAH, mas para os familiares também. Nas reuniões realizadas, algum profissional da saúde passa informações relacionadas aos sintomas e às maneiras que se têm para lidar com os desafios e outras etapas do tratamento.
Para finalizar, é importante ressaltar que somente uma equipe médica pode fornecer um diagnóstico completo acerca do TDAH.

Os sintomas do TDAH se dividem em três grandes grupos:1

  • desatenção;
  • hiperatividade;
  • impulsividade.

Em geral, cada paciente manifesta principalmente um sintoma do TDAH, mas a predominância pode mudar durante as fases da vida. Ou seja, uma criança com o transtorno de déficit de atenção e hiperatividade, predominantemente desatenta pode, em outro momento da vida, apresentar traço impulsivo ou hiperativo, e assim por diante.1

“A tríade sintomatológica do TDAH é composta por: déficit de atenção, hiperatividade e impulsividade. Mas não há uma necessidade de que os sintomas se manifestam em conjunto – ou seja, pode haver predomínio desatenção, de hiperatividade ou, no maior grupo, um tipo de TDAH combinado, quando a criança apresenta tanto hiperatividade, quanto impulsividade e desatenção. Além de ser mais frequente, esse grupo de pacientes é também o que apresenta mais prejuízos.”
Dr. Gustavo Teixeira, médico especialista em psiquiatria da infância e adolescência, professor visitante do Departamento de Educação Especial da Bridgewater State University (EUA) e editor-chefe do site

Conforme descrito com mais detalhamento na seção Diagnóstico, a manifestação pontual ou isolada de alguns dos sintomas do TDAH não significa de forma alguma que a criança, adolescente ou adulto tem o transtorno. Por isso, é preciso ter bastante cautela antes de diagnosticar ou rotular alguém, a partir da observação das atitudes dessa pessoa em um único ambiente (apenas na escola, ou apenas em casa, por exemplo). Para que um sintoma seja atribuído ao transtorno de déficit de atenção e hiperatividade, é necessário que ele se apresente em combinação com outras manifestações, seja crônico e que traga prejuízos para o paciente em ao menos três ambientes de sua vida, entre outras características.

Na infância…

Na idade pré-escolar e escolar alguns dos sintomas do TDAH característicos são:

  • excesso de agitação e impulsividade: criança que geralmente perturba o ambiente escolar e tem seus relacionamento afetados. Está associado ao maior risco de acidentes (tombos, queimaduras, etc.) e é difícil de ser controlado no grupo. É uma criança considerada “problemática” e acaba sendo isolada do grupo – não recebe convites para festas de aniversários ou para dormir na casa de colegas.
  • desatenção: crianças com dificuldade de completar as tarefas propostas, desorganizada e distraída. Têm prejuízo no desempenho escolar.

“Nas crianças em idade pré-escolar, os sintomas mais comuns do TDAH são a dificuldade de prestar atenção e os erros ocasionados por descuido – quando passa uma mosquinha a criança já devia e perde a atenção. Ainda nessa idade a inquietude pode ser manifestar, o que impacta os relacionamentos da criança e aumenta sua agressividade.”
Dr. Gustavo Teixeira, médico especialista em psiquiatria da infância e adolescência, professor visitante do Departamento de Educação Especial da Bridgewater State University (EUA) e editor-chefe do site.

Na adolescência…

Na adolescência, em geral, há redução da hiperatividade motora, ou seja, o adolescente com TDAH têm menos agitação e necessidade de movimentação do que quando criança. Entretanto, alguns sintomas do transtorno de déficit de atenção e hiperatividade permanecem, como a dificuldade de organização e planejamento; a dificuldade de manter a atenção na leitura; e a dificuldade de controlar os impulsos. Outro grave prejuízo nesta fase da vida pode ser em relação à autoestima, que fica bastante abalada.

Por conta da impulsividade excessiva, não é raro que adolescentes com TDAH (que não estão sendo adequadamente tratados) se envolvam em situações potencialmente perigosas. Isto inclui desde brigas, direção perigosa e esportes de risco, até o aumento da possibilidade do consumo e abuso de álcool e outras drogas.2

“Vários estudos mostram que crianças com TDAH não tratadas tornam-se adolescentes com mais prejuízos: é como se você tivesse diabetes e não tratasse a doença: com o passar dos anos, os sintomas se agravam. Com o TDAH não é diferente. O adolescente com TDAH sem tratamento tem histórico de reprovação escolar, mudanças sucessivas de escolas, aumento na chance de quadro depressivo, transtorno de ansiedade e também o risco de envolvimento com drogas – resultante da impulsividade e até mesmo como uma tentativa independente de se livrar dos sintomas do TDAH. Por isso, dizemos que a medicação para o tratamento do TDAH exerce um fator de proteção em relação ao uso de drogas na adolescência, no caso de pessoas com TDAH.”
Dr. Gustavo Teixeira, médico especialista em psiquiatria da infância e adolescência, professor visitante do Departamento de Educação Especial da Bridgewater State University (EUA) e editor-chefe do site  –

Na vida adulta…

De acordo com o Instituto para Pesquisas Cerebrais, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), cerca de 50% das crianças carregam os sintomas do TDAH para a vida adulta.3

Quando não tratado de forma adequada, algumas das manifestações do transtorno de déficit de atenção e hiperatividade nesta fase são:

  • procrastinação;
  • aproveitamento insatisfatório do tempo;
  • desorganização com compromissos;
  • dificuldade na execução de tarefas;
  • sensação de inquietude;
  • dificuldade de priorização;
  • impulsividade, tanto no trabalho quanto das relações interpessoais;
  • prejuízo na autoestima;
  • brigas constantes com superiores no trabalho;
  • alta frequência na mudança de empregos;
  • acidentes de carro;
  • gestação não planejada;
  • abuso/dependência de drogas.

Adultos com TDAH podem naturalmente aprender a controlar seus sintomas ou compensá-los de diferentes formas, como programando um tempo maior para executar determinadas tarefas, utilizando agendas para se lembrar dos compromissos, etc.

“Nos adultos, menos anos de estudos e a dificuldade de relacionamento resultam em uma vida turbulenta, piores empregos, piores remunerações, agravamento na dificuldade de relacionamento com colegas de trabalho, socialmente e na vida afetiva.”
Dr. Gustavo Teixeira, médico especialista em psiquiatria da infância e adolescência, professor visitante do Departamento de Educação Especial da Bridgewater State University (EUA) e editor-chefe do site –

Confira as principais manifestações do TDAH em cada etapa do desenvolvimento.4

principais manifestações TDAH

Entrevista TV RECORD APP TDAHMENTE

1 de maio de 2018 in Noticías

EDUCAÇÃO INCLUSIVA: Aplicativo auxilia o diagnóstico do TDAH e facilita método de ensino

1 de maio de 2018 in Noticías

EDUCAÇÃO INCLUSIVA: Aplicativo auxilia o diagnóstico do TDAH e facilita método de ensino

  • Fonte: Da redação / Texto: Aurimar Lima
  • Publicada em 10/05/2018 às 13:56

 

Cleiton fala que o aplicativo substitui os formulários utilizado por profissionais da educação, psicólogos e orientadores, que ministram para diagnosticar o TDAH

Para estudantes com Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) o ambiente escolar pode se tornar um vilão. Segundo alguns psicólogos a atenção em detalhes como organização, cor, iluminação, inclusive se a sala é isolada ou se tem somente alunos específicos, do acolhimento ao atendimento, é necessário uma atenção para que se alcance o objetivo do ensino e aprendizagem.

A desatenção e a falta de autocontrole se intensificam em sala de aula, dificultando a percepção seletiva de estímulos relevantes, a organização e a execução adequada das tarefas.

No Brasil, 4,4% das crianças e adolescentes com idade entre 4 a 18 anos, sofrem de Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), aponta estudo realizado no ano de 2017 pelo Instituto Glia com 5.961 jovens de 18 Estados do País. Entre as crianças com TDAH, 58,4% não tinham o diagnóstico e só 13,3% tomavam medicação adequada. Por outro lado, 6,1% haviam sido erroneamente diagnosticados e 1,6% tomavam remédio sem precisar.

Neste contexto o professor do Instituto Estadual Carmela Dutra, em Porto Velho, e especialista em novas tecnologias Cleiton Araújo, começou um grupo de estudo com alunos para criar um aplicativo que auxiliasse no diagnóstico do transtorno. Dois alunos que participaram o ano passado (2017) da Feira de Rondônia Científica de Inovação e Tecnologia (Ferocit), Aldo Lery e Robert Willian, um desses portador de TDH, foram autores da ideia, mas por serem alunos do último ano do ensino médio, cederam o trabalho para o aluno do 1 ano do ensino medio, Ruan Monteiro Azzi, sob orientação do professor.

O projeto de iniciação a pesquisa científica sob orientação do professor Cleiton, ajuda na conscientização dos alunos com TDAH do tipo de prejuízo que o comportamento impulsivo pode trazer tanto para ele quanto para o grupo, além de ser necessário para instrumentalização e desenvolvimento de ações por parte dos profissionais da educação. A conscientização de ambos ajuda a criar um ambiente acolhedor e propicio para o ensino-aprendizagem com foco na educação inclusiva.

TDAHMENTE.COM

Cleiton Araújo fala que o aplicativo vem para substituir os formulários utilizado por profissionais da educação, psicólogos e orientadores, que ministram para diagnosticar o TDAH. O coordenador do projeto, após pesquisas, acredita que o método utilizado atualmente nas escolas da rede está ultrapassado e que não tem acompanhado a modernidade cientifica.

A ferramenta tecnológica pode ser usada no sistema android e já está disponível na loja virtual PlayStore com o nome TDAH MENTE; também está disponível no endereço eletrônico: http://tdahmente.com/. A metodologia usada foi baseada em pesquisas respaldas pelo Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM) 4 e 5, trata-se de um diagnostico preliminar para auxiliar a comunidade escolar, mas que deve ter acompanhamento do profissional médico.

Depois das pesquisas e construção do aplicativo, a ferramenta foi disponibilizada na rede de internet para passar pelo processo de avaliação e aperfeiçoamento. Os autores inscreveram na Feira de Rondônia Científica de Inovação e Tecnologia (Ferocit) deste ano, e será inscrito em feiras e congressos para promover o uso e debate em torno da sua funcionalidade.

O professor orientador, trabalha na escola Carmela Dutra, participou de outras feiras com desenvolvimento do aplicativo educacional ‘Aluno Digital’, criado para ajudar alunos interessados em participar do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). A equipe coordenada pelo professor alcançou o ano passado o segundo lugar na Ferocit e garantiu vaga na Mostra Internacional de Tecnologia (Mostratec), que aconteceu em Novo Hamburgo (RS), mas dessa vez os autores acreditam que com esse aplicativo devem se consagrar campeões nas principais feiras de ciências do país, quando pretendem representar Rondônia.

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